Learning role in society

Learning role in society

Artigo Revista Human - janeiro 2013



Oportunidade 2020: devolver às Pessoas a solução para a crise.
 
I have serious problems with the fact that it is only about rights and so little about responsibilities. I fear that the focus on rights is really one of our main problems today. It targets the individual and surpasses the community. Europe cannot be sold only as a set of rights, we also have to feel a shared responsibility towards all. The EURO crisis shows very well how much this is missing, Joke van der Leeuw-Roord, Executive Director EUROCLIO, European Association of History Educators Laan van Meerdervoort, The Netherlands.

Assim reza o começo da proposta da APG à consulta do CIEJD – centro de informação europeia Jacques Delors “Eventos para o público em geral sobre O Desafio da Recuperação Económica e Financeira da União Europeia”.
Anunciávamos “ab initio” que nos colocamos num posicionamento focado em devolver às Pessoas a solução da crise que o País atravessa e propusemos sair em busca de resposta para a pergunta de partida para toda a ação: UE 2020, oportunidade, sim ou não?

O projeto está à medida da APG: ambicioso nas metas, porque sustentado numa história feita de muitos feitos nos seus quase 50 anos de existência. Sempre orientada por valores e iniciativas focadas no melhor do mundo está nas Pessoas! Rigoroso e de baixo custo.
A trajetória desenvolvida é hoje conhecida (www.oportunidade2020.eu).

Abertura à cidadania ativa e participativa. O projeto alcança cerca de 100.000 pessoas através das suas mais diversas plataformas. Comunicação estruturada e com uma estratégia focada em resultados a alcançar. Táticas de dinâmica de grupos nas redes sociais e de reações reflexivas e espontãneas.
Coloca no terreno o primado da excelência do trabalho em parceria e procura coerência em mostrar que se faz bem e com consequência. A parceria de desenvolvimento do oportunidade 2020 usa as competências de cada um, enquanto coletivo, e também as ferramentas e a rede de contatos e clientes.
O caminho faz-se caminhando. As debilidades de um são as forças de um outro, suprindo no esforço coletivo as agruras e ansiedades do trabalho isolado.
Eventos, que são também presenciais, mas em que a centralidade está ligada à vivacidade das redes sociais e da rapidez e mediatismo da internet. Transmissão online e gravações de imagem em video que são um espólio reutilizável e acessível.
Concretiza uma ideia muito cara à APG, descentralizar da capital e chegar a novos públicos: academias e centros de aprendizagem, empresas PME, administração pública e setor social, público em geral.
Cria um repositório de conteúdos significativo e que fica como legado para a nossa associação e, desejamos nós, seja fonte de inspiração para novos projetos e novos negócios.
Envolve um trabalho de equipa constante, articulado com o organismo contratante, e mobilizando associados e interessados. Jovens que chegam e integram o seu trabalho em diálogo de aprendizagem, em contexto de aprender fazendo. Trabalho coletivo e que resulta em inovação virada aos nossos associados e ao público em geral. Como a equipa fica feliz quando vê que uma descoberta sua (arriscada muitas vezes) é depois seguida e aplicada por outros. É isto - uma associação virada às Pessoas.

Esta iniciativa traz á vivência (e aos palcos) que o mais importante do nosso País são as Pessoas.
Pessoas que são fenómenos de comunicação, de pensamento virado à ação e ao fazer acontecer. Todos os dias e sem colher louros de “plateaux”, que se esfumam sem produção de resultado ou vãs circunstâncias sem contexto de evolução e de serviço aos nossos cidadãos.
Recordamos aquela colega fantástica da Inova mais, Ana Leal, que fez uma intervenção a distância no seminário sobre a Sociedade de Informação, com olhos no futuro. Ou aquele outro jovem associado da APG, Tiago Barbosa, que, quase por si só, levantou um seminário sobre Capital Humano no ISCPS. Ou ainda as colegas dos CLA - Os Centros Locais de Aprendizagem da Universidade Aberta (CLA), de Canatnhede e Reguengos de Monsaraz que foram exímias organizadoras de eventos nas suas regiões e que dispensam as nossas dicas de oratória ou de presunção de que, errar não pode acontecer.
Mas o maior e mais surpreendente feito, permitam esta opção comprometida, vem da dinâmica que se consegue atingir no domínio da Economia Social. O setor onde há maior número de Gestores de Pessoas e onde muito temos que fazer para fazer crescer o País. Pois, partindo do nada (a APG não tem essa tradição nem histórico) conseguiu-se mobilizar à volta do nosso ideal e de uma visão especifica, criada pelo esforço e muito saber do colega Miguel Toscano, uma rede de “stakeholders” que é de fazer esperançar o nosso futuro enquanto sociedade. Aqui há Estado e há entreajuda e a economia pode florir. Tão só!

A APG com este projeto esteve em Coimbra, foi a Guimarães, ao Porto, a Cantanhede e vai a Tomar, Covilhã, Évora.

Ao iniciarmos o projeto tendo como local de lançamento a sede da representação portuguesa da Comissão Europeia demos um sinal do que se ia passar e porque, em nosso entender, a estratégia UE 2020 deve ser atentamente seguida e seriamente concretizada em trabalho e em ação nacional (não apenas na expetativa dos fundos europeus que nos caem da bolsa governamental).
O questionário que fizémos ao iniciar o projeto obteve (12O respostas dos quais 60% são de Lisboa, seguindo o Porto, mas todos os distritos do continente tiveram respondentes. 40% na faixa etária dos 36-50anos) evidenciou que, quem mais se interessa pelo assunto tem grau superior a licenciatura (70% dos respondentes). Que a maioria das respostas vieram do setor Formação/Aprendizagem (que são também os mais ativos em redes e parcerias). Seguem-se os provenientes de setores como as Finanças, a Indústria, a Saúde e as TIC. Um número superior a 37% declara-se administrador/gestor/diretor/quadro superior, sendo 45% do setor privado.
54% conhecem a UE 2020 e 11% declaram-se bem informados, contudo sobre as “flagships initiatives” (o que concretiza a estratégia) mais de 80%, desconhecem ou conhecem superficialmente. Um apontamento final para relevar que estes respondentes escolhem a Confiança, o Conhecimento e a Cultura de Trabalho (em equipa, em rede, colaborativo) como os requesitos apontados para se estar melhor a acompanhar e utilizar a UE 2020.
Voltamos a estes dados em Janeiro, para conhecer o que mudou com o magnifico trabalho de divulgação e promoção que o CIEJD está a fazer no nosso País para que Portugal seja efetivo na Europa comunitária. Oportunidade2020 - Juntos por uma Europa em Crescimento!

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